quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

EM CARAGUÁ É TUDO MUITO CARO

Se alguém compra um imóvel de cerca de 200 mil reais em São José dos Campos-SP, vai arcar com despesas da ordem de cerca de 8500 reais para fazer a escritura e registrá-la regularmente.
Em Caraguatatuba esse valor passa de 13 mil reais para se fazer o mesmo serviço.
Será que Caraguatatuba tem virtudes, como cidade, que São José não tem?

GOVERNO FEDERAL DESMENTE BOATO SOBRE CNH

O governo federal tratou de desmentir hoje cedo a informação que vinha circulando na rede social sobre nova lei que estabelecia uma taxa para todos os motoristas habilitados no Brasil e o valor era próximo de 300 reais. O governo em nota oficial desmentiu a informação e diz que não é nada verdadeira essa historia de taxa de habilitação de motoristas.
O fato serve para mostrar que não dá para acreditar em tudo que é publicado na rede social como o Face ou no Zap porque qualquer pessoa pode inventar um fato e torna-lo público. Convém ter cuidado com tudo o que chega ao nosso endereço eletrônico.

A REDE PÚBLICA DE SAÚDE SEM VACINA

Os postos de saúde da cidade de São José dos Campos não estão disponibilizando a vacina contra a febre amarela, e quem procura os postos que até ontem aplicavam tal vacina, vai encontrar a orientação de aguardar a chegada de novos lotes. Isso é problema para quem vai viajar para regiões que possam estar com o problema. A complicação é alguém voltar de viagem portando o vírus e aqui difundir a doença. 

RECEITA PARA PASSARMOS O BRASIL A LIMPO

O valor de uma pessoa depende da cultura do grupo a que esteja submetida, à sua convivência social ou ao seu nível cultural acumulado ao longo da vida. Perante os antropófagos, uma pessoa pode valer segundo o seu peso e a quantidade de carne do seu corpo que poderá sustentar mais ou menos pessoas. No ambiente circense o anão tem grande valor, fazendo crer que o valor de cada indivíduo depende da situação vigente no meio em que vive.
Em um ambiente em que as pessoas sejam evoluídas ao ponto de pensarem nos valores coletivos de suas comunidades, o significado de cada indivíduo vai decorrer da sua capacidade de contribuir para o desenvolvimento social coletivo, de forma que os indivíduos deixam de lado o seu interesse pessoal e projetam a sua visão em direção ao melhoramento das instituições, como escolas públicas, saúde pública, cultura pública, segurança e tudo o que seja realmente de interesse geral em detrimento do individual. Nesta linha de pensamento o que importa é o todo do conjunto estrutural do grupo social sem distinção de classe, raça, e credo.
As coletividades são formadas pelo rico, pelo pobre, pelos pós doutorados, os analfabetos, negros, brancos, baixos, altos, magros e gordos e assim vai sendo composta a diversidade de indivíduos que perfaz o todo. O valor de um indivíduo deveria ser considerado segundo a sua capacidade de contribuir para com o desenvolvimento do todo, de forma a emprestar o seu diploma, o seu conhecimento, e o seu trabalho não somente em favor da sua evolução pessoal ou de seus familiares, mas que parte do seu poder de realizar coisas boas fosse destinado ao que se chama de filantropia, um termo de origem Grega que significa: “amor à humanidade”.  Se cada indivíduo que se destaca decidisse emprestar parte do seu sucesso ao desenvolvimento do conjunto social, certamente o mundo seria mais humano, solidário e acima de tudo menos miserável. Ocorre que alguns “idiotas” (no bom sentido) acham que quanto mais rico melhor e quanto mais longe da pobreza menos contaminado estará, assim como há também os que usam da riqueza, do poder ou do seu conhecimento para humilhar os menos afortunados e submetê-los aos seus caprichos, como se alguém ajoelhado aos seus pés fosse acentuar a sua pretensa nobreza. Puro “ego” distorcido por neuroses bem comuns nos tempos atuais.
O valor de uma pessoa se expressa na sua capacidade de melhorar o mundo em que vive, e é medido acima de tudo pela sua simplicidade que não lhe proibirá de sentar ao lado de um pobre, de um negro, nordestino, sulista, novo ou velho, bonito ou feio, e que vai sensibilizar-lhe a alma até que consiga sentir que as diferenças entre pessoas são a causa de todas as doenças sociais urbanas. Quanto maior a cidade e mais pessoas acumuladas, maior a problemática da convivência e maior o índice de violência que apavora as famílias.
Que mundo é esse em que estamos vivendo, se a desordem social que impera no poder público já atingiu até os presídios onde presos de uma facção matam e cortam as cabeças dos seus adversários no mundo do crime?  
Não estamos conseguindo controlar as populações carcerárias cuja prisão teria por finalidade a reeducação de pessoas que deveriam estar submetidas a processos disciplinares de altíssima rigidez, a permitir que os homens que erraram um dia pudessem ser cidadãos do bem assim que libertados.
Os governantes afirmam não terem condições de resolver a situação, a força bruta não tem recomendação depois do Carandiru em São Paulo onde morreram 111 presos durante a invasão do presídio para conter motins.
Diante de tudo isso, cabe perfeitamente a indagação que visa saber onde estaria a possibilidade do reequilíbrio dessa anarquia social. Quem deve ser responsável por tudo isso se não for a sociedade como um todo, que permite que uns tenham bilhões e outros não consigam sequer ter acesso ao conhecimento que lhe permitiria oportunidade de trabalho digno e salário suficiente. Estamos produzindo alguns milionários que nem sempre realizam as suas atividades de maneiras séria e socialmente responsável, obtendo lucros através de sonegação de tributos, de exploração e mão de obra escrava, da falsificação de produtos, da participação em concorrências públicas fraudadas, de compra de voto e de corrupção no poder público, e na outra ponta estamos produzindo miseráveis do ponto de vista econômico e miseráveis de conhecimento e de educação. Culpar os pobres e miseráveis pelo desconforto dos ricos virou moda, e há quem torça para que eles se matem nas cadeias como forma de se livrarem dos monstros que a própria sociedade gerou com essa maldita mania de proteger o patrimônio de quem tem contra o desejo de quem não tem e que gostaria de ter. A luta deixa de ser entre pessoas e passa a ser entre classes sociais. Roubar é crime, mas se não há proteção e direcionamento correto das crianças, os adultos serão sempre problemáticos. A questão não é só de investimento de dinheiro público em setores onde há necessidade, mas de profunda investigação permanente na aplicação desses recursos para que se evitem os desvios e as safadezas de agentes públicos políticos ou não, que fazem qualquer orçamento ser insuficiente.
Depois de muito meditar eu pensei de forma radical que nem os ricos pensam quando desejam pena de morte para criminosos comuns e conclui que o ideal seria se instituir pena de morte para certos criminosos e pena de morte para certos políticos e agentes públicos desonestos, porque a bandidagem que está rebelada nos presídios é a mesma bandidagem que está confortavelmente instalada nos palácios. O resto da população, aliás a sua maioria é apenas vítima de ambas as facções.
João LúcioTeixeira                                                                                                                                                        

 MTb 83.284

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

FILOSOFAR É BOM

Algumas frases importantes para mostrar que a filosofia nunca deveria ter sido expulsa da escola pública brasileira e sua importância na ordem social é fundamental. Pensar é necessário.

"A vida sem reflexão não merece ser vivida" -  Sócrates

"Nada caracteriza melhor o homem do que o fato de pensar" -  Aristóteles

"Tudo era um caos até que surgiu a mente e pôs ordem nas coisas". Anaxágoras.

A diferença entre o homem e os animais é a mente que permite ao homem mentalizar, planejar, calcular, estabelecer objetivos e desejar viver melhor. Os animais são movidos pelo instinto, quando têm fome procuram comida, quando têm sede busca a bebida, e se têm sono dormem. O homem pode controlar tudo isso e planejar os passos futuros. 
Quem estiver vivendo orientado pelo instinto está vivendo como bicho e não como gente.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O BRASIL BATEU NO MURO DO LUCRO PELO LUCRO

O BRASIL BATEU NO MURO DO LUCRO PELO LUCRO

À noite, antes de pegar no sono, eu tenho o hábito de ouvir baixinho alguma rádio ou alguma matéria publicada no You Tube, já que o meu rádio de cabeceira é conectado à internet. Naquela noite, eu sintonizei o vídeo (só áudio) em que três importantes filósofos da atualidade brasileira, Leandro Karnal, Luiz Felipe Pondé e Mário Sérgio Cortella estavam no programa Roda Viva, e debatiam no âmbito da filosofia, temas de profunda significância.
Chamou-me a atenção a intervenção do Karnal que, ao analisar a realidade política brasileira ponderou que os governos Fernando Henrique, Lula e Dilma são os responsáveis diretos pela situação socioeconômica em que se encontra o povo brasileiro, já que os três cometeram um equívoco básico nos seus conceitos de governabilidade. Em todos os casos o brasileiro foi olhado como consumidor, e não como cidadão, em um modelo econômico de pouca consistência em se tratando de auto sustentabilidade, uma vez que somente os fatores ligados à economia eram levados em conta nos projetos de governo, como se tudo se resolvesse com a ideia de ter, possuir, disputar e conseguir. Esse ambiente de consumismo exacerbadamente incentivado, gerou sonhos de consumo que o brasileiro não consegue mais satisfazer. O cidadão aprendeu que ter dois carros, celulares com acesso à internet para toda a família inclusive crianças, consumir refrigerantes e sucos industrializados diariamente, pedir pizza pelo telefone no jantar, usar roupas de marca, viajar de avião, era tudo conquista dos governos “economicistas” de FHC, Lula e Dilma. Esqueceram de olhar o povo, não somente como consumidor, mas como cidadão, daquele que tem consciência dos limites do consumo e da necessidade de organizar a vida financeira dentro dos limites do seu próprio poder aquisitivo. Para isso, teria que haver uma evolução cultural e educacional para que o povo adquirisse a capacidade de conviver com a nova realidade sem se endividar além dos limites ou sem adquirir coisas além do necessário, numa forma de consumo consciente.
Não cuidou o governo de controlar com mãos de ferro a escandalosa exploração dos bancos e cartões de crédito contra os cidadãos que pagam até hoje, cerca 450% ao ano pelo dinheiro que utiliza desses estabelecimentos que nada produzem e nada acrescentam ao bolo econômico.
O endividamento ainda foi incentivado com o tal “empréstimo consignado”, um absurdo contra pensionistas e aposentados com o desconto obrigatório das parcelas em seus salários, tendo como principais vítimas os idosos, que sem capacidade de resistência, andam pagando prestações de motos e celulares para um monte de netos e filhos folgados que querem viver vida de rico sem trabalhar. Outra barbaridade foi a desoneração de impostos que o governo Lula concedeu à indústria para incentivar o consumo sem que o estado recebesse o que lhe era de direito, o imposto.
Deu no que deu e nós estamos convivendo com uma situação de difícil controle no risco de ver tudo perdido e termos que começar de novo do zero em matéria de economia. Economia é ciência exata com regras e limites que não foram respeitados nos últimos tempos.
Segundo Freud e outros pensadores da psicanálise, a vida no mundo econômico é feita de projetos e desejos, que geram sonhos que quando realizados geram felicidade. Dizem eles que as doenças mentais e os distúrbios de comportamento, são resultados de sonhos não realizados, já que uma vez gerado o desejo do consumo de algum produto que nos chame a atenção, estará instalada na mente da pessoa a vontade de comprar o seu objeto de desejo. Quando este desejo não é realizado surge a frustração que gera a indignação, o sofrimento e daí as doenças como depressão, ansiedade e outras formas de neuroses que perturbam a pessoa. Tomados pela neurose, uns vão para a droga, outros vão roubar, outros se fecham no quarto, uns choram, outros viram presos ou pacientes em hospitais psiquiátricos e ainda há o chato que vive reclamando de tudo.
No sistema consumista, a desesperança irá certamente desorganizar a sociedade podendo resultar no que se viu nas últimas semanas nos presídios do Brasil, onde presos assassinam presos em massacres que chamam a atenção do mundo, por briga pelo domínio do estado paralelo que a criminalidade organiza e isso já ocorreu em inúmeros outros países onde o estado se omitiu, ou praticou políticas equivocadas. Nascem assim as mentes doentias geradas pela infelicidade do sonho não realizado.
Nós erramos ao achar que com um povo tão simples em matéria de educação e cultura, pudéssemos ser “primeiro mundo”. Não existe país evoluído com povo medíocre. Segundo Karnal na entrevista à Roda Viva, e por mais que seja antipática a comparação, Cuba resolveu a educação de seu povo em três anos, o que nós não conseguimos durante os últimos cinquenta anos.
A ciência no Brasil, deu a sua contribuição e inventou a urna eletrônica que faz do nosso sistema eleitoral um dos melhores do mundo, mas a qualidade do voto que é nela depositado é um desastre.
O certo é que o conservadorismo dessas políticas que só olham para inflação, bolsa de valores, moedas, consumo e lucro, não vai resolver os principais problemas desse povo pobre metido a rico que somos nós. Chega de falarmos somente em inflação, moeda e aumento de produção, porque chegou a hora de virarmos gente que pensa e que consegue se defender das armadilhas do capitalismo selvagem e do lucro pelo lucro, e que vai conseguir votar em políticos mais dignos.
João Lúcio Teixeira

Economista

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

CADÊ A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL?

SER PREFEITO NÃO É BRINQUEDO

O que mais se ouviu nestes dois últimos dias, são prefeitos eleitos e empossados reclamando das dívidas que seus antecessores deixaram. Há no Brasil uma lei de responsabilidade fiscal que foi criada justamente para impedir que isso ocorresse, e que os ex-prefeitos que praticaram gastos maiores do que a possibilidade de pagamento do município fossem responsabilizados civil e criminalmente.
O orçamento dos municípios decorre de um projeto de lei que o prefeito encaminha à câmara municipal para que seja aprovado, e lá constam todas as receitas e despesas que serão praticadas no ano seguinte. Se há previsão orçamentária e há provisão das despesas, nunca se poderia imaginar que a despesas possam ser maiores do que a arrecadação.
São inúmeras as cidades brasileiras que estão com esse problema de não ter conseguido saldar os seus compromissos no ano passado, e há muitas delas que não têm sequer dinheiro para folha de pagamento de seus funcionários.  Alguns alegam que houve queda de arrecadação. Ora, se a arrecadação não se realizou, a despesa que fora projetada com os recursos advindos dessas arrecadações que não se realizaram, não poderiam ter sido praticadas ou teriam que ser canceladas antes de se operar a possibilidade de inadimplência. Quem não tem dinheiro não pode gastar o que não tem e só se poderia admitir qualquer desequilíbrio em caso de catástrofe ou outros motivos de força maior.
O fato é que existem inúmeros prefeitos que sequer conseguem controlar a própria vida particular ou por falta de juízo ou por falta de conhecimento, e se metem a dirigir erários públicos.
São os tais ”estrelões” que ao se candidatarem achavam que iam ser os melhores gestores do mundo ou, quem sabe, enriquecerem a si e aos seus, não importando quem sairia prejudicado.
Já passou da hora de os prefeitos que assumem o cargo encaminharem os relatórios sobre gestões temerárias ao ministério público para que a lei de responsabilidade fiscal seja de fato aplicada e cada um gaste somente o que é possível, sem que haja nenhum prejuízo por exemplo aos salários dos servidores e das contas como energia elétrica, agua e outras despesas necessárias ao funcionamento do governo. Se não há dinheiro que não se façam obras, principalmente obras desnecessárias ou não prioritárias.
Ser prefeito não pode ser mais divertimento de vaidosos e incompetentes, mas deve ser uma missão que se mal desempenhada mande o sujeito para a cadeia por um bom tempo, evitando-se que curiosos se arrisquem em candidaturas sem nenhuma explicação válida.
Quem sabe já não seria o caso de exigir atestado de vida limpa e de conhecimentos técnicos para se dirigir uma cidade e substituírem-se os politiqueiros por gestores.
O Brasil não aguenta mais ser roubado ou mal gerenciado e ver gente enriquecendo à custa de operações temerárias ou criminosas de agentes públicos.
João Lúcio Teixeira

Jornalista

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

SECRETARIOS JÁ CONHECIDOS DE CARAGUÁ

O prefeito José Aguilar Junior já escolheu alguns de seus principais auxiliares.

TRÂNSITO
O futuro vice-prefeito deverá ocupar  secretaria de trânsito, o que já lhe foi atribuído no governo do PSDB que agora sai.
É boa pessoa se relaciona bem e pode realizar um bom trabalho.

COMUNICAÇÃO SOCIAL
A Malu Baracat será a assessora de comunicação com status de secretária e tem cintura limitada. Não sei se vai negociar com os abutres da imprensa que só conseguem sobreviver com dinheiro público para elogiarem o governo. Parece que esses profissionais terão dificuldades e se não conseguirem as propinas de sempre vão deitar o cacete no prefeito. Se ele suportar, acabara vencendo as línguas de aluguel que são o pior problema do Brasil. A Imprensa indigna é mais prejudicial do que os próprios políticos. Malu é esperta e pode se dar bem.

CULTURA
Ai um grande nó, mas parece que a escolha do novo prefeito é a Silmara Matiazzo que já foi secretária de educação na gestão passada quando o pai do futuro prefeito era o governante da cidade. Tem conhecimento do poder público.

URBANISMO
Uma das boas escolhas é o Ricardo Gaspar, que já foi da cultura noutras épocas, engenheiro competente, mas vai ter que enfrentar seríssimos problemas na secretaria de urbanismo. Se não tiver dó de excluir aqueles que  não se adaptarem ao seu estilo excessivamente sério de comandar, vai conseguir tirar de letra. Competente e hábil.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O NOSSO BLOG EGUE VISITADO MESMO COM POUCAS POSTAGENS

Com a minha cirurgia do coração que ocorreu de forma surpreendente, o Blogdojoaolucio passou a ter menos postagens o que imaginamos iria desmotivar os visitantes, mas a surpresa é que mais de 400 pessoas estão nos visitando diariamente o que nos obriga a voltar à carga. Obrigado aos frequentadores. 

CARAGUATATUBA E SUAS NOVIDADES

PELO MENOS CINCO VEREADORES NÃO CONSEGUIRAM SE REELEGER EM CARAGUATATUBA. O LELAU, JULIO ALVES, PEDRO IVO, NENZÃO E LOBINHO.
 A PRINCIPAL NOVIDADE DESSE QUADRO É O LOBINHO QUE ESTAVA HÁ CERCA DE VINTE ANOS NO CARGO. OS DEMAIS JÁ ERAM ESPERADOS DADAS AS COMPLICAÇÕES QUE CERCARAM AS SUAS ATUAÇÕES.
CERTAMENTE O PRFEITO ELEITO VAI TER QUE NEGOCIAR CARGOS  COM ESSES SENHORES PORQUE É ASSIM QUE SE FAZ HABITUALMENTE. SÓ QUE SEMPRE QUE POLÍTICOS DERROTADOS OCUPAM CARGOS ELES CRIAM SÉRIOS PROBLEMAS PARA O MANDATÁRIO JÁ QUE FICAM O TEMPO TODO USANDO O PODER PARA TENTAR VOLTAR A TER VOTO NA ELEIÇÃO SEGUINTE.
TOMARA QUE EM CARAGUÁ SEJA DIFERENTE E OS CARGOS PÚBLICOS, PRINCIPALMENTE O SECRETARIADO SEJA OCUPADO POR GENTE QUE TENHA HABILIDADE TÉCNICA.

NO PALACIO NINGUÉM SE ENTENDE EM UM GOVERNO TEMERÁRIO

Acordei meio pensativo, e quando isso acontece eu tenho que escrever. Depois da minha caminhada recomendada pelos médicos que operaram o meu coração, eu sentei diante do meu companheiro de sempre o computador, e indaguei a mim mesmo: Escrever sobre o que?
Então veio a luz, e as figuras começaram a desfilar no agitado filme mental que tem incomodado o brasileiro. Era o Cunha, O Temer, O Renan, o novato do Rodrigo Maia presidente da câmara dos deputados, o Geddel, o ex-ministro Calero, e o filme se desenvolvia em um cenário hilário se não trágico. Os senhores deputados não conseguem dormir, desesperados com as tais medidas contra a corrupção propostas pelo ministério público federal e subscrita por mais de dois milhões e meio de cidadãos brasileiros. As medidas contra a corrupção terão que ser aprovadas por 513 picaretas, segundo avaliação do Lula, quase todos eleitos por processos corrompidos e patrocinados por padrinhos desonestos. Pior é que os padrinhos desonestos, donos de construtoras estão prestes a oficializar delação premiada que vai atingir diretamente a cerca de 130 políticos sendo mais de 30 deputados 13 senadores e um monte de ex-isso, ex-aquilo e alguns atuais detentores de cargos políticos de livre nomeação.
Claro que ia ter problemas na votação dessas medidas que vão colocar vários deles como réus diante de uma justiça que pretende ser melhor e de uma polícia federal que vem sendo séria nos seus trabalhos de investigação.
O Renan presidente do Senado que responde a cerca de doze inquéritos na esfera federal é o maior interessado em aprovar junto com as medidas de combate à corrupção a tal anistia para os políticos que praticaram atos ilegais antes da data da vigência da lei. Ou seja, os ladrões de votos só poderiam ser penalizados por essa lei se o ato criminoso for praticado daqui pra frente. Os velhos ladrões de votos estariam todos livres de quaisquer investigações e até os atos praticados pela “lava jato” operação gigantesca da polícia e justiça federal, seriam invalidados se a regra fosse aprovada na correria da madrugada do dia 24 de novembro de 2016, silenciosamente na calada da noite. O que nos livrou dessa canalhice foi a rede social e alguns deputados como o Miro Teixeira do Rio de Janeiro que merece destaque, e alguns outros, que se manifestaram e impediram que a votação ocorresse lá pelas quatro da manhã e livrasse a todos os corruptos de plantão de possíveis punições futuras.
Registrei o fato porque a elite achou que derrubar a presidente era suficiente para que o Brasil melhorasse, mas as seguidas quedas de ministros, as manobras de bastidores, mostram um governo fraco e angustiado pelas dificuldades de satisfazer a tantos salafrários. O último vexame ficou por conta do ministro Geddel da Bahia que forçou o jogo contra o ex-ministro da cultura querendo autorizar uma construção de prédio fora dos limites de altura em área tombada em Salvador. Nesse prédio Geddel teria comprado um apartamento ou quem sabe teria ganho um apartamento para conseguir aprovar a obra. Parece que o fato vai gerar muito desgaste para um governo que nasceu de um “impeachment” e deveria ser mais sério.

Tiraram a Dilma, puseram o Temer e o governo parece estar mais temerário do que antes. João Lúcio Teixeira- Jornalista

terça-feira, 15 de novembro de 2016

SOBRE O COTIDIANO

No meio do Shopping lotado, a perua grita para o seu marido que estava um pouco distante:  Amoooooor!
Todo mundo olhou em sua direção, e ela sentiu-se a mulher mais amada do mundo.

UM MES DEPOIS

Amanhã faz 30 dias da minha cirurgia do coração, com as quatro pontes de safena que me puseram no peito.
Estou feliz com a recuperação, com as minhas caminhadas leves, e amanhã irei passar pela consulta que irá liberar algumas atividades mais. Dirigir carro, uns beijos, e quem sabe algo mais.
Nessas horas a gente vê que a vida é uma delícia.

DO ESTRELATO AO OSTRACISMO

DO ESTRELATO AO OSTRACISMO

Há cerca de seis meses o Brasil vivia a euforia do “impeachment” da Sra. Dilma Rousseff presidente da república. O rito era comandado pelo presidente da câmara dos deputados o Sr. Eduardo Cunha que posava de autoridade máxima e de arauto da moralidade política no país. Os órgãos de imprensa estampavam fotos e mais fotos do Cunha que, como um pavão de plumagem enorme se posicionava para fotos e poses.
A Dilma caiu de forma impiedosa e cruel mesmo sem nenhuma acusação de desonestidade contra ela, e foi atirada numa vala comum, talvez por não ter tido a habilidade suficiente para negociar as negociatas do poder.
Agora, o Cunha que se imaginava possível presidente da república se o cargo ficasse vago, não é mais presidente da câmara por ter sido cassado, primeiro pela justiça e depois pelos próprios deputados que antes aplaudiam a sua coragem de enfrentar a Dilma e o PT. E nem é mais deputado, mas sim um simples presidiário acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.
Foi para ostracismo de tal forma que muita gente nem lembra mais do seu nome ou da sua figura antipática na mídia.
São 5.570 municípios no Brasil e portanto, a partir de janeiro de 2017 serão 5.570 novos prefeitos que irão governar as cidades brasileiras, com uma caneta nova, bonita, e quem sabe de ouro doada por algum empresário do lixo ou da construção civil e quem sabe do transporte coletivo, e eles estarão decidindo o futuro do povo que os elegeu.
A grande maioria vai negociar descaradamente o poder, vai renovar contratos de empresas de ônibus, vai fraudar concorrência de obras, e vai renovar contratos de lixo, mesmo sabendo que podem sair algemados do gabinete, e sabendo que os vereadores que irão pressionar essas negociações estarão loucos para que o prefeito seja preso e cassado para que a cadeira de prefeito fique vaga.
Tudo isso é sabido, mas os prefeitos vão fazer uso indevido do poder, porque ainda impera, a nível de municípios, a ideia de impunidade.
Espera-se que com as prisões de senadores, deputados, ministros e outros figurões, essa safadeza diminua e os prefeitos ao invés de negociarem com aval de vereadores os interesses públicos passem a cuidar melhor do desempenho de cargos tão importantes e mostrem que ainda pode haver esperança. Dos novos eleitos vamos ver quais os que vão conseguir ser honestos.

João Lúcio Teixeira

sábado, 5 de novembro de 2016

A TÍTULO DE INFORMAÇÃO

Hoje faz dezenove dias da minha operação do coração, e a recuperação vai bem obrigado.
As pessoas gostariam de saber como se sente alguém que ingressa numa dessas situações extremamente delicadas.
A realidade é que todo mundo tem algum medo de algumas situações e a intensidade desse medo varia de pessoa para pessoa, sendo que algumas quase morrem de medo e outras nem tanto. Comigo foi interessante porque eu não sentia qualquer sintoma, mas estava com quatro veias entupidas no coração. Quando me deram a notícia de que a solução era abrir o peito e arrumar tudo, eu tremi, mas depois de alguns minutos eu estava raciocinando equilibradamente  e perguntei a uma simpática chefe de enfermagem, qual era o grau de risco do procedimento, e ela, com ares de sinceridade, disse: "O senhor não infartou, o que é altamente positivo porque toda a musculatura do seu coração estará preservada. Quando há infarto alguma parte do coração que tenha sido atingida fica sem possibilidade de voltar a pulsar, o que não é o seu caso. Além disso (disse ela) eu trabalho aqui há mais de cinco anos e sei que a equipe  de cirurgia cardíaca não perde paciente algum há mais de um ano e meio. O senhor pode ficar tranquilo que o seu risco é próximo de zero".
Ouvi, e em seguida decidi que iria enfrentar a cirurgia sem medo. O médico me havia dito que se eu permanecesse internado no hospital desde então, o convênio liberaria mais rapidamente a autorização do procedimento. Assim que decidi, o cirurgião me deu a mão e falou que a minha decisão foi sábia porque o risco de infarto era iminente.
Eu fiquei feliz pelo que ouvia e via, mas apreensivo por se tratar de cirurgia altamente invasiva, que leva em torno de si um certo desconforto no período de recuperação. Eu estava mais feliz por ter descoberto em tempo, do que apreensivo.
Descobri e comprovei uma virtude que eu achava que tinha. Eu me achava uma pessoa corajosa e naquela situação delicada, percebi que eu era mais corajoso do que eu mesmo imaginava e fiquei feliz por isso também. Estava instaurado um pacto entre eu a ciência médica para me livrar do perigo de uma morte inesperada.
Depois de tudo realizado, e eu já em convalescença, recebi a noticia de que alguns amigos fizeram uma corrente de orações a meu favor, o que agradeci, embora tenha dificuldades com esse assunto relacionado à fé. Um deles me pediu que depois de tudo eu participasse de uma corrente de oração para agradecer a Deus por eu ter sobrevivido. Outro momento delicado, depois daquele em que eu pude aferir o meu grau de coragem, agora aparecia a oportunidade de eu aferir o grau de profundidade da minha falta de fé. Nessas situações extremas todo mundo fraqueja e pede ajuda a um Deus que talvez nunca tenha cultuado. Eu recebi aquela cobrança e imediatamente lembrei do meu pacto com os médicos e o hospital, em que confiei cegamente e senti que seria injusto creditar o sucesso dos médicos à oração. Seria justo retirar da ciência os louros do sucesso?
João Lúcio Teixeira