segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O RAUL SEIXAS DIZIA QUE NÃO QUERIA SER PREFEITO

O prefeito de Caraguá está cheio de processos e alguns com condenações já definidas;  O ex-prefeito de Caraguá está inelegível por ter tido as contas rejeitadas; O de São Sebastião está no cargo por força de liminar já que seu mandato foi cassado e está com recurso no tribunal; O de Taubaté está na corda bamba quase caindo por fraude na eleição; O de Ilhabela está com um pepino desse tamanho no caso do teatro que está construindo por lá; O ex prefeito de Ilhabela está inelegível e acaba de receber nova condenação; A de cruzeiro foi afastada por corrupção; o de Garatingetá complicado na justiça; O Carlinhos de São José com problemas de compra de material escolar superfaturado segundo a promotoria pública; O de Lorena foi afastado voltou pro cargo e hoje nem sei como está, mas está complicado; o de Potim morreu hoje assassinado na rua.
Será que o Raul Seixas tinha razão?

PREFEITO DE POTIM MORTO A TIROS EM PLENA PRAÇA CENTRAL

O ex-prefeito de Potim, Benito Tomaz (PMN), foi assassinado na manhã desta segunda-feira (18) no centro da cidade. Segundo a Polícia Civil, ele foi atingido por vários disparos e dois homens, de 26 e 29 anos, foram detidos por suposto envolvimento no crime.
De acordo com os policiais, o crime aconteceu por volta das 10h na Praça Miguel Correa dos Ouros, no centro da cidade. Testemunhas informaram que a vítima passava por uma rua perto da prefeitura e da casa de parentes, quando os suspeitos passaram de motocicleta e efetuaram cerca de 20 disparos. Segundo a Polícia Militar, pelo menos três deles atingiram o ex-prefeito.

Após os disparos, Tomaz foi socorrido por populares e encaminhado para a Santa Casa. Dois homens, apontados pela Polícia Civil como autores do crime, foram encontrados pelos policiais em Guaratinguetá. Eles chegaram a trocar tiros com a Polícia Militar e um deles ficou ferido depois de ser atingido de raspão no braço. A dupla foi detida e levada para Santa Casa de Guará.

"Estamos em diligência para esclarecer a motivação do crime e os dois responsáveis pelo homicídio estão presos. Os dois serão levados para a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Guaratinguetá", afirmou o delegado Francisco Sanini. Pela manhã, a perícia esteve no local da ocorrência.
A PM informou que os dois suspeitos eram considerados foragidos da Justiça. Um deles havia sido beneficiado pela saída temporária de Dia dos Pais no Presídio Edgar Magalhães Noronha (Pemano), em Tremembé. A motocicleta encontrada com a dupla havia sido roubada e foi apreendida pelos policiais.
A prefeitura foi procurada sobre o caso na manhã desta segunda-feira, mas nenhum representante foi encontrado até a publicação desta reportagem.

Afastamento
Em julho, Tomaz havia afastado do cargo por improbidade administrativa pela Justiça. Ele era investigado por ter favorecido o sobrinho a vencer uma licitação de compra de água mineral. Desde então, o vice-prefeito, Edno Félix Pinto (PTdoB), assumiu o executivo.

Antes de assumir o cargo, o político já respondia um processo na Justiça Eleitoral. A suspeita é de que ele forneceu camisas de futebol em troca de votos durante o período eleitoral, mas mesmo assim conseguiu assumir o cargo.

Benito Tomaz foi o segundo candidato mais votado nas últimas eleições em Potim, mas mesmo assim assumiu o cargo porque o candidato João Cascão (PSB), primeiro colocado nas urnas, não pode tomar posse por conta da Lei da Ficha Limpa.
FONTE: Portal Uol

NOTA NOSSA: Este Blog vem pregando há tempo que não dá mais pra cuidar da coisa pública sem o máximo de cuidado.  Se a justiça afasta um prefeito, e foi o caso, é porque as provas contra ele são subsistentes. No caso, o "saudoso" prefeito respondia por crime eleitoral e por ato de improbidade na gestão como prefeito. Esse povo não tem jeito, e mesmo sabendo que tudo pode acontecer seguem metendo a mão na coisa pública, comprando voto e fazendo loucuras na sede de poder. Term mais gente por ai que devia parar com a safadeza. Eles vão tentar comprar votos e tem um monte de celulares loucos pra filmar de botar fogo no rabo de palha desses metidos a espertos. E agora, o que fazer com a grana?


domingo, 17 de agosto de 2014

A VIDA ATRAVÉS DA PORTA DE VIDRO

A sala do apartamento comunicava-se com a sacada, que alguns chamam de varanda, que dava no nada, com limite em uma grade metálica de bom gosto. Entre os dois compartimentos, sala e varanda, uma porta de vidro e alumínio, que corria sobre trilhos. Dali, eu via a metade do mundo, porque não havia nenhum outro prédio alto nas imediações, que pudesse obstar a visão universal que terminava, em cima, no céu quase sempre azul, e em baixo, nas colinas distantes limitadas bem ao fundo, pelo contorno da Serra da Mantiqueira. Que cenário lindo pra quem gosta de ver o nada de vez quando, relaxar a mente, e descontrair a alma!
Naquele dia, eu acordei muito cedo e não conseguia dormir de novo, ainda que tentasse. Rolei na cama até que decidi tomar um pouco de água na cozinha, que também se avizinhava da sala. Com o copo na mão andei até bem próximo da porta de vidro da sala, e comecei a olhar os prédios que não eram vizinhos, mas a uma certa distância, podiam ser vistos com pouca nitidez, é lógico. Da água e do copo eu esqueci por algum tempo, que não sei precisar, enquanto olhava a noite se despedindo e o dia começando a dar os seus sinais de vida. Clareava lentamente. São José dos Campos à, época, ainda era uma cidade cuja principal atividade econômica era a indústria que começava a mostrar sinais de senilidade. Era o momento em que o Brasil começava a ficar para trás em matéria de eficiência produtiva industrial. Sendo esse o principal seguimento gerador de empregos, as pessoas costumavam levantar bem cedo para se dirigirem aos seus postos de trabalho, e já dizia o velho adágio: “A quem madruga, Deus ajuda”. As fábricas iniciavam bem cedo a movimentação de suas máquinas. Por volta de sete da manhã era o horário mais comum. A empresas costumavam manter sistema de transporte exclusivo para os seus empregados, através de empresas que não eram as mesmas que operavam transporte coletivo público. Era uma forma de garantir a pontualidade. Certamente, grande parte das pessoas que ascendiam e apagavam aquelas lâmpadas estariam, daí a pouco, dentro dos ônibus e em seguida colocariam em movimento os gigantes que impulsionavam a economia da região.
Permaneci paralisado com o copo de água na mão, e percebi ao longe ascender a janela de um apartamento, alguns segundos mais tarde, uma outra lá no outro prédio de fachada branca e azul, no cinza ascendeu mais uma janela, pouco depois a primeira janela se apagou e no mesmo apartamento ascendeu a outra, talvez do banheiro. Enquanto olhava o espetáculo das luzes, eu pensava no que poderia representar o papel de cada indivíduo que acionava aqueles interruptores que ascendiam e apagavam as misteriosas lâmpadas de coloração às vezes amareladas, as incandescentes que estavam em extinção, noutras vezes as de cor mais clara, a lâmpadas frias que começavam a substituir as velhas, e pensava, pensava, no que iriam fazer aquelas pessoas que às cinco da manhã saiam da cama tomavam banho, vestiam-se à caráter, tudo bem rapidamente para não perderem a condução, e iam, todos os dias, ao mesmo local, à mesma cadeira, à mesma rotina de trabalho, tudo repetidamente igual a todos os dias que ficaram para trás. A secretária seria uma daquelas pessoas que se fazem bonitas e perfumadas porque secretária tem que compor o ambiente. Será que o chefe daquela pessoa da primeira janela merece tanto capricho, pensei. E se ele for do tipo chato como os que fazem da secretária a solução das suas frustações particulares? Será que ela vai feliz para o trabalho ou já vai com vontade de voltar pra casa? E a pessoa da segunda janela, será o gerente que não consegue cobrir as metas e vive sendo cobrado, estressado e inseguro? Ele tem família e precisa do trabalho, tem que aguentar a pressão. Aquela pessoa da janela lá do fundo, que ascendeu e apagou rapidamente pode ser o chefe que está sendo processado por assédio sexual, acusação feita pela ex-secretária e anda preocupado, mas tem que suportar a pressão, se não vai perder o emprego. Enquanto eu pensava nas vidas que estavam por detrás das lâmpadas que ascendiam e apagavam, ali parado com o copo de água na mão, ascendeu uma janela de um prédio bem maior com apartamentos aparentemente mais confortáveis, e eu supus que aquele era um patrão, dono de alguma empresa de muitos empregados, que acordava um pouco mais tarde porque era o dono. Uma vida farta de bens, e de muitas preocupações, com a economia que oscilava e gerava insegurança, ou com os recebimentos de dinheiro para cumprir tantos compromissos. Enfim era o dono, e afinal, dono é dono. E lá se foi ele sem sequer imaginar que eu o seguia no meu imaginário até que um carro grande e brilhante deixou a garagem do prédio, e deu pra ver que era alguém importante porque a luz do dia já era plena.
Voltei à cozinha, tomei toda a água do copo, e ao fazer uma analogia utópica entre as lâmpadas e as pessoas, suas obrigações profissionais, as disputas por cargos ou por mercados, e fui “viajando”, “viajando”, pra chegar a um diagnóstico sobre o espetáculo que acabava de assistir: O homem moderno não sabe o que fazer da vida. Quando jovem trabalha pra ganhar dinheiro e fazer patrimônio, depois trabalha para manter o patrimônio e no fim da vida não consegue aproveitar o que fez porque não têm saúde e nem disposição.
Parafraseando Dalai Lama:
“Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.”
Encontrei por acaso aquele senhor do carro bonito em uma sala de espera de um médico em que fui levar uma pessoa da minha família, e na sala de espera conversamos bastante até que descobri quem era ele. Era um empresário do ramo de transportes, que já idoso ainda trabalhava porque não conseguia imaginar-se aposentado. Não adquiriu cultura, porque tinha que fazer fortuna, e agora, sem cultura, não consegue enxergar os lados bonitos da vida, como o das artes, da literatura, da boa música e sem isso falta-lhe sensibilidade para conhecer lugares e pessoas e conhecer o lado humanístico da vida. Não tem o que fazer da vida e nem da fortuna, e o pior, está preocupado com o que vão fazer do seu império que será herdado.
Do outro lado, a secretária que ganhava bom salário ainda que fosse chato o seu trabalho, irá, certamente, aposentar-se e passar o resto da vida reclamando do valor da sua aposentadoria.
Estava certo o Niemayer quando colocou em seu escritório de arquitetura, um professor de filosofia para dar aulas aos seus funcionários. Perguntado sobre isso ele respondeu: “O arquiteto e o engenheiro, não devem saber somente calcular e construir casas e pontes. Eles precisam saber o que fazer da própria vida”.
As janelas vão continuar ascendendo e apagando em todas as manhãs, até que a luz que as ilumina, consiga clarear a mente das pessoas e induzi-las à busca do autoconhecimento, e à construção de um mundo mais humanizado, que lhes confortará no fim da vida.

sábado, 16 de agosto de 2014

ARRUDA ESTÁ BARRADO PELA JUSTIÇA

É muita cara-de-pau o Arruda querer ser de novo governador de Brasilia. Ele é o mesmo que foi filmado recebendo dinheiro de propina e que renunciou para não ser cassado. Como pode o povo de Brasília ainda querer esse cara de novo no poder. Está em primeiro na pesquisa de opinião publica e se a justiça não barrar o povo elege de novo. Tem hora que a gente questiona a democracia, principalmente numa cidade que a mais importante na política nacional, um corrupto conseguir a preferência do povo. Outro caso a ser observado é o Rio de Janeiro que tem o Garotinho, outro corrupto em primeiro lugar na preferência do povo. Qual a conclusão?
Se formos levar ao pé-da-letra, ou o povo dessas regiões é na sua maioria corrupto ou adora corruptos. Se não melhorar a qualidade do voto, essa pátria amada vai pro saco, logo, logo.
Você que está lendo isso, vê se cuida do seu voto e não vota em bandido e nem em corrupto.

MARINA SILVA ACEITA A INDICAÇÃO DO PSB

A nova composição do quadro de sucessão presidencial, após a morte de Eduardo Campos candidato pelo PSB. a sua vice Marina já está confirmada para substituí-lo. O que muda de fato? Primeiro há que se admitir que com a presença da Marina que tem maior abrangência eleitoral, deverá haver segundo turno com certeza, o que não era tão claro no quadro anterior. Havendo segundo turno, cabe indagar se o Aécio ou a Marina será o adversário de Dilma. Há quem diga que o Aécio pode ser superado no novo confronto e que  a Marina tenha maiores chances de estar na disputa. A incógnita reside na possibilidade de a Dilma vencer com facilidade, ou ter dificuldades e até dizem alguns analistas mais empolgados que a Dilma pode perder a eleição.
Prefiro ficar com a perspectiva de vitória de Dilma, mas com dificuldades.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

PREFEITA DE CRUZEIRO SE COMPLICA

A prefeita de Cruzeiro Ana Karen está afastada do cargo pela justiça acusada de improbidade e pediu o retorno, mas justiça negou a sua volta ao cargo. O prefeito em exercício está também se complicando já que a saúde está em crise profunda, ele tentou intervir na Santa Casa por decreto e a justiça anulou o seu decreto de intervenção no hospital. O juiz deve ter tomado conhecimento do desastre que aconteceu com a intervenção na Santa Casa de Caraguá. Cruzeiro parece ter votado errado e está pagando o preço do voto de má qualidade. A prefeita esta´afastada e o substituto não consegue governar.
É ano eleitoral e o voto precisa ser valorizado. Não vote em políticos que tenham envolvimento em sistemas políticos que tenham cheiro de corrução. Vote limpo, vote ficha limpa. Se alguém pedir seu voto para algum corrupto pense em Cruzeiro e outras inúmeras cidades que estão complicadas por causa de voto errado.

PREFEITO DE SÃO JOSÉ SE COMPLICA NA JUSTIÇA

O Ministério Público acaba de ingressar com ação civil pública contra o prefeito Carlinho de Almeida de São José dos Campos, tendo como motivo a compra de “kits” escolares superfaturados. O prefeito garante que a compra não foi ilegal já que de vários itens que compunham o kit alguns estavam com preços mais altos, mas a compra foi do conjunto e não por itens. Quis dizer que os preços de alguns itens estavam mais altos, mas no conjunto o valor pago foi o mais baixo de todas as concorrentes. O promotor público não quis saber dos detalhes e pediu afastamento do prefeito do cargo, perda de mandato, suspensão de direitos políticos, anulação da compra e devolução dos valores pagos. A penalidade nesses casos é muito forte, e o patrimônio particular dos prefeitos acabam insuficientes para repor os valores ao erário. O valor calculado pela promotoria passa dos 40 milhões incluídas as multas. Será que o prefeito possui bens desse porte? Claro que não.
Deixando-se à parte a questão em si, se houve ou não culpa do prefeito no caso, e esquecendo-se de lidar com a culpa ou dolo, ou mesmo com a responsabilidade de cada um, pode-se concluir que ser prefeito no Brasil, com as leis que vigem para controlar os atos de poder, é uma empreitada muito perigosa.
Ser prefeito é correr riscos de grande monta, porque para que não haja erros, seria necessária uma assessoria de altíssima qualidade, mas com os salários que o poder público paga aos executivos que seriam os secretários, torna-se muito difícil formar equipes técnicas capazes de impedir os erros.
Se olharmos dos lados veremos, ex-prefeitos de Ilhabela, São Sebastião, Caraguatatuba, Ubatuba, Taubaté, Lorena, Cruzeiro, isso sem falar em inúmeras cidades pelo Brasil afora, que estão inelegíveis por conta de erros em licitações, e contratações tidas por irregulares.
Os prefeitos acham que para governarem têm que dar cargos a qualquer membro de partido sem qualificação alguma, mas que são as chamadas indicações partidárias.
Eu avisei ao Carlinhos para que tenha cuidado e não faz muitos dias, mas ai está o primeiro sinal de que precisa ter muito mais cuidado porque é de um partido chamado de esquerda cuja visibilidade é muito mais ampla.
Um exemplo bem perto de nós é o do prefeito de Caraguatatuba, o Antônio Carlos do PSDB que responde a uma infinidade de processos e já tem condenações que o impedem de se candidatar de novo. O Aguilar que governou Caraguá está inelegível por ter suas contas rejeitas pela própria câmara que exigiu repasse além dos limites legais, e ao julgar as mesmas contas o condenaram ao ostracismo político. Pelo que sei o Aguilar anda respondendo inquéritos até hoje. Ainda que eles digam que não se beneficiaram do erro, a justiça não quer saber e acaba condenando e complicando o patrimônio dessas pessoas.
Em outros setores de governo há também situações como a que acaba de complicar a vida do Robson Marinho, que era chefe da casa civil do governo Covas quando ocorreram os fatos que a justiça está considerando atos de corrupção.
Qualquer prefeito que tenha consciência do risco de ser governante precisa de um secretariado que o impeça de errar e não que aceite errar junto com ele. O secretário seria o filtro da moralidade e da legalidade dos atos do governante, atento para que todos os atos sejam praticados dentro da lei e da moral. O que se avista em Caragua é o caso, é uma troca constante de secretários com um empreguismo de parentes e amigos que não pode dar segurança ao governo. Caraguá já teve mais de 70 secretários em  cinco anos de governo, com uma troca média de um a cada mês.
O prefeito de São José está agora começando a colecionar problemas e se não corrigir imediatamente a rota dos seus filtros, vai acabar em grandes dificuldades.
Os prefeitos precisam parar com a ideia de pagar mensalinhos para vereadores corruptos, precisam deixar de nomear parentes de políticos ou dirigentes partidários para cargos de decisão, precisam aprender a dizer não para favores ilegais, como transportes particulares com verbas públicas, precisam aprender a não favorecer empresas que financiam campanhas, precisam aprender a respeitar os servidores públicos e qualifica-los ao invés de terceirizarem quase tudo, precisam parar de esconder seus atos, e tornar transparente o poder, enfim precisam administrar a coisa pública como se fosse prestar contas ao povo diariamente. Qualquer ato fora disso vai levar gente pra miséria e se bobearem para a cadeia. Quem não acreditar que o país vai ser passado a limpo, vai pagar caro para ver o resultado. É bom lembrarem que o prejuízo ao erário não prescreve e pode ser cobrado daqui a muitos anos. Se não tiverem cuidado, não terão sossego nunca mais. Governar, não é uma ação entre amigos, mas uma grande responsabilidade que exige renúncia aos interesses pessoais de filhos, irmãos, esposas e amigos, e considerar todos iguais, para que seja possível realizar o bem da coletividade, de acordo com as leis vigentes. Na vida particular a pessoa pode fazer tudo o que a lei não proíbe, enquanto que na vida pública, o agente só pode fazer o que a lei permite. Bem diferente.

João Lúcio Teixeira

terça-feira, 12 de agosto de 2014

ROBSON MARINHO AFASTADO DO TRIBUNAL PELA JUSTIÇA

Robson Marinho, é uma das figuras importantes do sistema político gerado no entorno da sigla PSDB, cuja história política tem nuances de beleza, mas que está sendo coroada pela acusação de corrupção e enriquecimento ilegal.
Robson, foi eleito prefeito em São José dos Campos aos 37 anos em 1982, tendo como vice o Professor Hélio Augusto de Souza, uma figura respeitada que trazia na testa o carimbo de cidadão social, preocupado com o desenvolvimento do ser humano. A presença do Hélio, do meu amigo Hélio Augusto, que à época presenteou-me com o livro de autoria de Dom Evaristo Arns, intitulado “Brasil nunca mais”, dava à candidatura do Robson a prefeito, um ar de seriedade. À época eu fui candidato a vereador e obtive votação expressiva que me deixou na segunda suplência da enorme bancada de vereadores eleita pela legenda do MDB. A bancada era de respeito com pessoas como Fernando Delgado, Nadin Rahal, Dr. Escada, Luiz Paulo Costa, João Bosco, Tereza Degáspere, primeira mulher a ser eleita vereadora na cidade, e assim eu acabei assumindo em diversas ocasiões a cadeira de vereador naquela legislatura de 1982 a 1988.
Convivi estreitamente com o Robson que usava como bandeira de campanha o slogan “Honestidade e luta”. Não se imaginava que mais tarde pudesse ele ser acusado de corrupção e enriquecimento ilegal no exercício de cargo público. A nossa proposta era acabar com a corrupção que à época já era preocupação nacional.
O Professor Hélio faleceu no quarto ano de governo de Robson, vitimado por um câncer no abdome que o transformou em uma triste figura que na última vez que o visitei estava quase inerte numa cadeira de varanda, e dormia e acordava enquanto falávamos. Tinha alguns lampejos de lucidez e outros de sonolência dopado por remédios fortes. Faleceu dias depois sob os cuidados do Dr. Othon Ferreira Maldos, simpatizante da nossa luta, médico muito querido que ainda atua em São José dos Campos como gastrologista.
A morte prematura de Hélio pode ter alterado a caminhada do Robson que, muito audacioso, assim como o Aécio, conseguiu galgar postos importantes na hierarquia do MDB de Quércia, Montoro, Ulisses, Almino Afonso, Mário Covas, Severo Gomes, e outros. Robson teve como padrinho de casamento ninguém menos que o patriarca Ulisses Guimarães, estreitou laços com Montoro e Mário Covas, assim tornou-se chefe da casa civil do Mário Covas, que substituiu Montoro no governo de São Paulo. Foi ali que tudo aconteceu, segundo as publicações da imprensa em geral extraídas de dados do processo que apura o desvio de milhões de dólares na negociação sobre a construção do metrô paulistano. As acusações mostram um patrimônio excessivamente alto para os padrões salariais de Robson em todos os cargos que ocupou. Ilha particular em Angra, casas milionárias em Ubatuba, Morumbi, e muito mais, em dinheiro fora do país. Robson vem há décadas exercendo o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas de São Paulo e tem como principal atribuição julgar as contas e contratos de todos os poderes públicos estaduais. Contas de prefeitos, presidentes de câmaras e de todas as instituições que operam recursos públicos no estado. É cargo vitalício, que permite aposentadoria integral de bom salário. A justiça acaba de determinar o afastamento de Robson do cargo de conselheiro do TCE, por entender que o processo a que responde não lhe permite seguir julgando as contas de outros políticos.  
Ouvido pela imprensa, ele insiste em dizer que que não fez nada errado, mas a justiça, movida pelo ministério público estadual que está subordinado ao governo do PSDB, seu partido, não acredita e nem aceita as suas ponderações e joga pesado em relação ao acusado.
Em princípio, ninguém pode ser considerado culpado antes do julgamento final das acusações, mas há casos em que a justiça aplica antecipadamente a pena por cautela. Robson, aquele que foi meu líder político há 32 anos, está em grandes dificuldades e pode ser um dos casos de punição que dá ao brasileiro a esperança de que o Brasil tem jeito.
Robson pode ser uma vítima da falta de vigilância do próprio sistema político que deveria ter sido melhor vigiado pelos deputados estaduais da época. Se os deputados estaduais estivessem atentos na sua missão de fiscais do poder executivo, certamente não levaríamos 32 anos para descobrir os abusos praticados na compra de um metrô que é muito importante para a vida do paulistano, mas que poderia ter custado muito menos do que custou aos cofres públicos. Temos que eleger deputados que queiram ajudar o Brasil a ser menos vitimado. Em 1983 Robson prefeito teve comigo um atrito porque eu, na qualidade de vereador não aceitei votar a favor de verbas para o time de futebol profissional da cidade. Tivemos um bate-boca que não é segredo, mas eu não me deixei vergar pelo poder do prefeito e o projeto foi retirado da pauta. Seguimos amigos até que o destino nos separou pela própria evolução do amigo Robson que ocupou cargos mais altos e de difícil acesso.
Eu sigo no mesmo caminho político dos que não conseguem conviver pacificamente com as mazelas do poder, mas estou feliz por não ter que, aos 70 anos, responder processos de tamanha gravidade. Talvez eu não resistisse uma vergonha desse porte.
Resolvi ser candidato a deputado estadual justamente para fazer o que os deputados à época não fizeram e nem fazem até hoje.
Quero, ser um fiscal do governo, sem ser oposição e nem situação, mas independente e eficiente no mister de fazer novas leis e fiscalizar os atos e contratos públicos para que sejam sempre praticados na conformidade da lei e da moralidade.
Uma pena que o meu parceiro dos velhos tempos tenha se perdido pelo caminho. Ele poderia ser uma das grandes figuras da história política brasileira, porque tinha todas as qualidades necessárias, como carisma, inteligência e poder de convencimento. Uma pessoa que poderia ser um grande ídolo e pode acabar como um vilão da moderna história política brasileira. Será verdade que o poder corrompe?
Os que me achavam idiota por querer ver o fim da corrupção podem estar me dando razão mesmo que o reconhecimento possa ser tardio. O Brasil precisa livrar-se da corrupção assim como do tráfico de drogas. São duas pragas nacionais que impedem o país de respirar e de desenvolver na sua própria democracia conquistada com muito sacrifício.

João Lúcio Teixeira

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

VEREADORES QUE FAZEM CAMPANHA PARA ESTRANHO, OLHO NELES

Uma pessoa nos procurou para contar imitando à Arara Azul, nossa informante que certo vereador de uma cidade do litoral norte estaria recebendo 50 mil para apoiar um certo candidato a deputado de outra cidade bem distante do litoral norte. Isso é contra producente porque depois de eleito o deputado não terá nenhum compromisso com a região. Talvez nunca tenha vindo e nem virá por aqui. Se o vereador te pedir ajuda, pense bem, e negar o apoio é fundamental. O litoral precisa de representantes seus lá na côrte.

UM REFLEXÃO SOBRE A FUNÇÃO DOS DEPUTADOS E VEREADORES

VEREADOR SAMPAIO
(Ilhablea)
Tenho assessorado, sem remuneração e sem cargo o vereador Sampaio de Ilhabela, no seu primeiro mandato legislativo. Nos comunicamos com frequência e sempre que posso ofereço a minha experiência. Assim foi quando o vereador impediu a impressão dos carnês de IPTU para cobrança de aumento do tributo em desrespeito ao princípio legal da anualidade. Se não agisse a cobrança seria feita neste ano, quando só pode ocorrer no ano que vem; Foi assim quando o vereador reagiu ao aumento da passagem no transporte urbano, que não conseguiu impedir, mas encaminhou ao promotor público que assumiu o encargo de impedir o aumento; Foi assim quando o vereador constatou com auxílio da Associação do Engenheiros, sérias irregularidades na construção do teatro municipal cuja obra está paralisada pela justiça, por conter irregularidade técnicas de engenharia de natureza grave e por estar praticando pagamentos indevidos de valores à mais para a construtora. Em outras oportunidades estivemos colaborando com o vereador, só para mostrar que é possível um vereador dentre vários, fazer a diferença. Fiscalizar o executivo, não ser oposição política a partidos e pessoas, mas colaborar com o povo em geral para que os atos públicos sejam praticados dentro da lei e da moralidade. O legislativo não faz prédios, o legislador não dá cesta básica, não recebe dinheiro de propina e não concede benefícios sociais. O legislador fiscaliza as ações do executivo e faz leis que organizam a vida do povo.  Se os vereadores e deputados fizessem o que o Sampaio faz na Ilhabela, sem se considerar oposição e nem situação em relação ao governo municipal, certamente o Brasil seria menos corrupto. Essa espécie de legislativo tem que começar a existir em maiores proporções no Brasil que não deve votar em candidatos ligados a quaisquer sistemas corruptos, daqueles que pagam propina para legislativos sem escrúpulo, que recebem dinheiro de empresa de ônibus, de construção civil e outras que só fazem atrasar a vida do povo. O voto é a principal arma do cidadão contra a corrupção. Nossos parabéns ao Vereador Sampaio de Ilhabela que, com todo respeito à figura do prefeito está mostrando que é possível  ao legislativo, não ser contra nem a favor ao prefeito e governador, mas desenvolver a própria personalidade de órgão fiscalizador e não de órgão perseguidor. O grupo dos deputados paulistas está precisando de mais alguns membros com esse perfil. PENSE NISSO AO DECIDIR SEU VOTO. Eu me dispus tentar fazer esse papel lá na Assembléia Paulista, e quem achar que deve apoiar a nossa tentativa, vote e peça aos amigos que votem no 90.190- João Lúcio – Deputado Estadual- Compartilhe para difundir esta matéria.

sábado, 9 de agosto de 2014

OS RISCOS DE MUDANÇA IMPENSADA

O Brasil vem sendo governado pelo PT e atualmente pela presidente Dilma, de forma que tem conseguido enfrentar as crises mundiais e regionais sem grandes problemas. A inflação que é o grande medo do povo está, em tese, sob controle já que não passará dos 6,5% neste ano. A economia não está apresentando grandes crescimentos, mas deverá crescer cerca de 1,5%. A situação não é satisfatória, mas o nível de emprego no país é um dos mais altos nos últimos anos. A Dilma não tem a mesma simpatia e simplicidade do Lula, mas não tem sido infeliz na sua atuação na presidência. O que pode estar acontecendo para que o povo brasileiro demonstre tamanha insatisfação com o governo? Ouvi no rádio uma entrevista de um especialista em análise de mercado dizendo que o povo brasileiro está insatisfeito porque ele já descobriu que comprar uma televisão à prestação ou uma geladeira ou automóvel, ele já pode e agora ele quer ser mais, ter mais e querer mais. Isso significa que o povo brasileiro quer dar mais um salto de qualidade de vida e o governo federal é quem pode permitir isso. De um lado avista-se um povo ansioso por novas conquistas e um Brasil com poucos avanços na sua atividade produtiva. O produto interno bruto que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, e teria que crescer mais do que 1,5% e, de preferência acima dos 6,5% da inflação para que o crescimento seja real. Crescer 1,5%  em um quadro de inflação de 6,5% significa na realidade que não houve crescimento econômico porque a inflação supera o nível de crescimento. Isso é aritmético e mostra que a economia não está bem. Entretanto, substituir o governo federal por uma incógnita que é o principal opositor da Dilma, pode não ser uma medida de bom juízo. O Brasil não vai mal, no plano da economia, ainda que se admita que tenha que ir melhor, mas, e se a mudança produzir um resultado pior do que tem sido?  O discurso da oposição está baseado na crítica ao que existe sem mostrar qualquer novidade que pudesse fazer do Brasil uma economia mais forte. É muito blá-blá-blá sem grande conteúdo. O opositor diz que vai manter a bolsa família, vai manter o programa minha casa minha vida, vai manter um monte de coisa que já se faz. Governo federal de uns pais com mais de cem milhões de habitantes não é coisa que se troca assim no discurso vazio. O Aécio é apenas um garotão chegado nas noitadas cariocas, empolgado com a herança que seu tio o Tancredo lhe deixou, mas não passa de um rapaz atrevido que precisa crescer um pouco mais para ser um estadista. O PSDB é um partido pequeno, de militância dividida, com um candidato que parece ter muitos defeitos e alguns são graves, e por isso o povo do Brasil precisa tomar cuidado para não trocar seis por cinco e depois reclamar para sempre. A proposta do Aécio é vazia e ele não tem cacife político para uma empreitada de tal porte. O PSDB era forte quando existia o PFL que não existe mais e por isso, salvo melhor juízo, não tem condições de governar o Brasil que se não vai bem, também não vai mal. Na crise que o mundo tem enfrentado, até que estamos tranquilos. Os novos passos que precisam ser dados se localizam nas relações exteriores e nesse quesito o Brasil precisa largar mão da diplomacia idealista de esquerda e se relacionar menos com alguns pobres países da América do Sul, que mais pedem do que dão, como o caso da Venezuela, Bolivia, Paraguai, e até Cuba. Eles nada oferecem a não ser tomar nossas propriedades e nos darem prejuízos, e se relacionar com nações que possam significar bons negócios. A Venezuela não consegue pagar a sua parte na parceria em que Brasil está investindo na construção de porto por lá. A Bolívia já mostrou a suas garras e tomou na mão grande as instalações de Petrobrás e o Paraguai exigiu aumento dos valores da compra de energia que nós utilizamos da hidrelétrica que o Brasil construiu na divisa dos dois países.  Exportar ferro in natura e comprar produtos industrializados é burrice que precisa ser corrigida, mas a mudança de governo para o PSDB não vai fazer nada diferente do que sempre fez. O exemplo claro é São Paulo que é administrado pelo PSDB há mais de 20 anos e tem uma segurança pública deteriorada, a educação é a vigésima quinta em matéria de aproveitamento escolar, a saúde uma lástima, e a demonstração de incompetência do PSDB foi notada recentemente na cidade de Caraguatatuba onde o prefeito do PSDB interveio no único hospital da cidade um dos poucos filantrópicos que não tinham dívidas, administrou sob decreto de calamidade pública durante um ano e meio de devolveu por não conseguir tocar, mas com uma dívida de cerca de sete milhões gerada pela intervenção incompetente. Se isso acontecer no resto do Brasil, o país vai ser destruído. Dizem que o Aécio foi bom governador em Minas. Pergunte aos mineiros. O risco da mudança pode não compensar.
João Lúcio Teixeira - Candidato a Deputado Estadual - 90.190- PROS

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O BOTA DEU MOLE PRO CHEFÃO

A câmara gastou menos do que era previsto e devolveu cerca de um milhão de sobra do orçamento do ano passado. Devolveu a grana para o prefeito mas ninguém sabe o que o prefeito fez com a grana. Será que usou pra pagar contas da prefeitura?  E que contas serão essas?
O prefeito gosta porque adora dinheiro, e quanto mais melhor. O milhão do bota pode estar naquela sala do tio patinhas em que ele sentava sobre as notas e dava risadas. Eu sou feliz, eu tenho a grana, muita  grana, muita grana, mui.... Será que vai por mais mármore na avenida da praia com a grana que a câmara não quis gastar? Os mais velhos dizem que "carregado de açúcar, até o burro fica doce".
A câmara de Caraguá é uma coisa horrível, com gabinetes degradantes para os vereadores, e um milhão bem administrado poderia servir para melhorar as acomodações do senhores edis que vivem em verdadeiros cativeiro, ou para melhorar as condições de trabalho dos servidores já que alguns trabalham em quartinhos do tipo maloca ou quartinho de pensão de terceira linha nas proximidades das rodoviárias. Um milhão dá pra desapropriar umas duas casas vizinhas da câmara de construir acomodações dignas do poder legislativo. O Bota está dando milho pra bode ao querer ser mais real do que o rei. É bom menino, mas fazer economia pra virar mármore na mureta da praia é bobagem.

QUEM ANDA SUMIDO É CELSINHO

O vereador Celsinho Pereira que sempre aparecia na mídia com as polêmicas de seus confrontos anda muito quieto e isso é no mínimo estranho porque ele é o líder do cacique. Será que anda desanimado?

O AURIMAR ANDA CORAJOSO

Pelo que ouvi no rádio o Vereador Aurimar mexeu em caixa de marimbondo. Apresentou projeto de lei que cria o bilhete único no transporte coletivo. Isso quer dizer que o usuário pode andar mais e pagar menos. Alguém acha que o prefeito vai sancionar essa lei? Diria o meu pai: "Pode tirar o cavalinho da chuva". Empresa de ônibus tem mais poder do que prefeito e vereadores juntos e sabe porquê? Um monte de dinheiro vivo rolando de roleta em roleta e em muitos outros lugares, mesas e gabinetes. Se o prefeito vetar a lei, os vereadores terão "culhão" pra derrubar o veto? Tem nada.

A TAXA AMBIENTAL DE ILHABELA PODE TER PROBLEMAS

O Vereador Sampaio do PROS de Ilhabela encaminhou denuncia ao Tribunal de Contas do Estado, de possível irregularidade na contratação da empresa que administra a cobrança da taxa naquela cidade.
O Blog teve acesso aos documentos que compõem a denúncia e pode haver problemas no processo de licitação. Se o TCE for mesmo rigoroso como tem sido, a suspensão do contrato poderá ser recomendada logo, logo. O Sampaio está fazendo o papel de fiscalizador  que todo vereador deveria fazer. O prefeito de Ilhabela precisa ter mais cuidado, porque o poder tem limites, e o limite do poder é bem definido na legislação.